quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

RH , A ARTE DE EXERCITAR A TOLERÂNCIA


Durante mais de 30 anos de experiência no mercado de trabalho, convivendo em empresas de diversos segmentos e dos mais variados  portes , pude constatar a grande suscetibilidade que a área de RH possui com relação as demais áreas da empresa.

Que profissional de RH já não teve os processos sob sua responsabilidade questionados pelos demais colegas de empresa?

Que psicólogo já não teve questionada a sua avaliação psicológica quer seja para promoção ou contratação?

Que selecionador já não foi questionado  pelo fato do profissional contratado não ter performado , mesmo que o líder da área tenha tomado a decisão final pela contratação?

Que Analista de Treinamento  já não foi questionado  pelo fato do instrutor do curso in conpany  não ter atendido as expectativas?

E assim por diante...

O sentimento que percebo muitas vezes nas empresas é que todo mundo acha que entende de RH , e que o discurso politicamente correto de que trata-se de uma área fundamental e/ou  estratégica , muitas vezes não combina com a prática.

Mesmo no caso de empresas de porte  , com departamentos de RH bem estruturados, esta situação ocorre.No meu ponto de vista a causa principal é o fato de que o CEO , não dá a devida relevância para esta área, pois em muitos casos , por exemplo : " manda contratar determinado profissional fazendo um seleção pró forma"  ou " mandando dar um aumento com critérios discutíveis ou incompreensíveis tendo como consequência a criação de paradigmas dentro das empresas, Neste caso cria-se o conceito de salário relativo , ou seja, " mais importante do que o salário que determinado profissional percebe é o quanto ele percebe com relação a um determinado colega que ele julga ser menos competente ".

Como forma de corrigir-se este distorção sugiro que os departamentos de RH sejam reportados diretamente ao CEO e que este profissional seja orientado e instruído sobre a estratégia da empresa,  e que acima de tudo contribua para a definição da mesma.

Acredito ser de fundamental importância a adoção desta prática, principalmente no momento de dificuldades econômicas e políticas enfrentadas pelo Pais , onde as ações de redução de custos , desligamentos, redução de investimentos são práticas do dia-a-dia da empresa.

Neste momento o monitoramento do clima organizacional é fundamental para que esta travessia até um momento econômico mais favorável seja realizada com os menores sobressaltos possíveis.

E você já falou com o seu RH?

Muito obrigado.

07/01/2016


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